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Memórias Maternas II

quinta-feira, 4 de junho de 2026


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 04/06/2026)

Apesar de carregar “Maria” em seu nome, mainha não tinha nada a ver com a versão estereotipada da mãe de Jesus - aquela mãe carinhosa e amável, que estava sempre distribuindo beijinhos e abraços para seus filhos… Ela era fria, séria, detestava bagunça e sujeira e gostava de dar ordens; aliás, acho que eu e minhas irmãs só somos educadas, como somos, graças à disciplina dela.

Quando descia do carro, porque tinha acabado de chegar na escola, observava as outras crianças recebendo beijos e abraços das suas mães. Algumas recebiam até selinhos (coisa que, na época, achava esquisito) e, enquanto isso, mainha nos perguntava: “estão levando todo o material? Caderno, livros, caneta, agenda? Estão levando a lancheira? Depois, não quero saber de anotação na agenda, dos professores dizendo que vocês não trouxeram o material e não quero saber de vocês reclamando de fome, porque eu ajeitei tudo direitinho, viu? Boa aula.”

Ao observar essa total diferença da relação de pais e mães com outras crianças e a minha relação e a das minhas irmãs com nossos pais, em especial, minha mãe, eu me questionava “por que mainha não é assim?”

Memórias Maternas I

quinta-feira, 28 de maio de 2026



(Daliana Medeiros Cavalcanti - 28/05/2026)

Ontem, eu maternei minha mãe.

Não "ontem", no sentido literal da palavra, mas há dias anteriores, que duraram anos: primeiro, nos momentos em que a vi “sair de si”, em surto, falando coisas que não tinham sentido (princípio da esquizofrenia). Depois, a esquizofrenia despertou a demência e, em seguida, soube do diagnóstico de câncer no pulmão, já com metástase, quando ninguém desconfiava disso.

Foram anos vendo o processo contrário: quando somos mães, vemos a criança aprender a andar… A falar as primeiras palavras… Quando ela aprende coisas e conta para você, toda feliz… Quando os erros dela são fofos e engraçadinhos, porque são as primeiras experiências dela e ela está aprendendo tudo…

O curso desse rio é o oposto: vemos nossos pais mastigando de boca aberta… Não se comunicando direito porque eles sequer estão processando, direito, o que acontece na mente deles… Eles tropeçam porque os músculos e ossos estão perdendo o vigor (e qualquer queda, para um idoso, pode ser fatal)… Assistimos, de perto, os nossos pais em processo de desaprendizagem, e isso é muito difícil.

A toca do coelho em nós

sábado, 5 de julho de 2025

Imagem gerada por IA

(Daliana Medeiros Cavalcanti - 05/07/2025)


Semana passada, participei de uma experiência MARAVILHOSA, conduzida pelas queridas e talentosas amigas artistas Mainá Santana e Paula Queiroz, dos Clowns de Shakespeare.

Foi um processo criativo voltado para uma intervenção artística, com elenco completamente feminino: mulheres cis e trans, artistas ou não e foi INCRÍVEL estar em meio a tantas mulheres e ter trocas e discussões tão importantes.

É interessante perceber que por mais que existam vários grupos femininos, sejam da literatura ou outras artes e ciências, o assunto é o mesmo e, ao mesmo tempo, é inesgotável: o quanto os nossos direitos ainda nos são negados, tanto pela sociedade, quanto por nós mesmas, seja pela autossabotagem ou pela reprodução do machismo que aprendemos desde o berço…

Outros olhos e ouvidos

segunda-feira, 26 de agosto de 2024



(Daliana Medeiros Cavalcanti - 27/08/2024)

À medida que o tempo vai passando, minha sensibilidade fica mais aflorada e, como tudo na vida, existem dores e delícias nisso: as delícias estão nessas novas experiências e percepções, e as dores estão em toda a fragilidade na qual você fica imersa, ao se sentir ainda mais vulnerável...

Essa sensibilidade tem se transformado com o tempo, de forma que mesmo tendo me fortalecido, em muitos aspectos, desenvolvi outras maneiras de sentir o mundo e isso não é algo que controlo: simplesmente acontece.

Hoje, resolvi me enfrentar

sexta-feira, 28 de junho de 2024


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 28/06/2024)

Hoje, resolvi me enfrentar e fui pra academia usando um top lindo, que tinha comprado com minha amiga Ju, há algumas semanas atrás.

Sei que para muitas pessoas, isso parece uma enorme bobagem, mas o enfrentamento foi porque eu fui apenas com o top, sem uma blusa por cima, como estava fazendo há quase um mês que comecei a frequentar a academia.

Quem me conhece, sabe que, desde sempre, eu tive/tenho muita vergonha de usar roupas que mostram meu corpo, mesmo que tenha ouvido conselhos da minha irmã e de amigas (que sabem se vestir muito bem e entendem muito de moda), que eu deveria usar mais decotes e saias curtas, mas eu nunca me senti à vontade para isso, mesmo ouvindo elogios delas, não por puritanismo, mas, justamente, por essa enorme vergonha que sinto do meu próprio corpo. É o resultado de quando você junta, num caldeirão, a gordofobia de toda uma vida com a timidez.

Como não consolar alguém

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024


(Daliana Medeiros Cavalcanti – 01/03/2024)

Há algum tempo, venho percebendo que a “empatia” é uma palavra muito falada e pouco aplicada ou vivida.

Se o mundo está falando muito sobre isso, é porque, de fato, é um aspecto em falta na sociedade e um dos motivos (talvez, o principal) é a própria pós-modernidade, que faz com que todos(as) estejam tão ocupados(as) que não têm tanto tempo de falar com aquele(a) amigo(a) ou familiar e saber se está bem ou não, até porque eles(as) mesmos têm suas próprias ocupações e problemas e, às vezes, outras pessoas também não os(as) procuram para saber se estão bem.

Pensando nisso, pensei em enumerar algumas coisas que escutei, durante a vida, nos momentos em que precisava de acolhimento e que, para mim, foram altamente imbecis e nunca ajudaram em nada. Aliás, ajudaram sim: a me sentir PIOR.

Eis a listinha de coisas para não se dizer quando alguém está precisando de colo:

Só, lamente tu

domingo, 12 de novembro de 2023


(Daliana Medeiros Cavalcanti – 13/11/2023)

“Uma mulher solteira incomoda muita gente

Duas mulheres solteiras incomodam, incomodam muito ma-aais...”


É, querides... Nós mulheres não temos um pingo de sossego...

Esses dias, fiquei reparando nos conselhos que algumas pessoas me deram/ainda dão e então, comecei a me questionar: por que o fato de eu estar solteira incomoda tanta gente?

Tradução: "você quer ficar sozinha para sempre? Você não quer ser feliz?"


Claro que namorar é bom e faz falta, mas estou bem e feliz, e não vivo em função disso. O que fico IMPRESSIONADA é que percebo que as pessoas se angustiam mais com a minha vida amorosa do que eu mesma! Eu, hein?

Foi pensando nisso e em outras manas solteiras, que devem ouvir os mesmos “pitacos não solicitados”, que abrangi a pergunta: “por que o fato de uma mulher estar solteira incomoda algumas pessoas?” e então, encontrei algumas respostas na própria história: desde a antiguidade, as mulheres eram preparadas para se casar.

Entre crises e respiros

terça-feira, 1 de agosto de 2023




(Daliana Cavalcanti – 01/08/2023)


Entre o final de junho e início de julho, fui para Vitória/ES, para participar de um Ópera Estúdio e estava muito feliz e empolgada com a oportunidade, afinal de contas, fazia anos que não participava de um: o último Ópera Estúdio que participei foi em 2016, em Recife/PE que, infelizmente, teve sua última edição naquele ano, devido ao constante corte de recursos para realizar o projeto, o que é muito triste para o cenário operístico do Nordeste, que já conta com pouquíssimas oportunidades.

Ópera Estúdios são cursos voltados para a profissionalização de cantoras(es) de ópera e, geralmente, são duas semanas intensas, que contam com aulas de canto, masterclasses, aulas de vários outros assuntos, como dicção lírica, aulas de atuação, etc. Como podem perceber, é um curso “bem puxado”, que começa pela manhã, temos intervalo para o almoço, voltamos à tarde e, normalmente, termina de umas 18h. À noite, é o período em que voltamos para casa e alternamos o estudo do que aprendemos com um pouco de descanso. É uma rotina cansativa, mas muito rica em trocas e conhecimentos e isso compensa todo o cansaço para qualquer cantor(a) que, assim como eu, AMA aprender e se desenvolver.

Anormalidade Normal

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Tradução: "nota médica - você não é normal"


(Daliana Cavalcanti – 07/02/2023)


O que é “normal”?

O dicionário Michaelis define o termo como “1 Conforme a norma; regular. 2 Que é comum e que está presente na maioria dos casos; habitual, natural, usual. 3 Tudo que é permitido e aceito socialmente. 4 Diz-se de pessoa que não tem defeitos ou problemas físicos ou mentais”

O Priberam concorda e o Aurélio, além de repetir essas definições, trouxe o seguinte: “Que se comporta ou age de uma maneira considerada aceitável ou adequada. Indivíduo que segue normas ou se enquadra dentro do considerado aceitável social e moralmente.”

Agora que sabemos o conceito dessa palavra, convido-os(as) a uma reflexão: quem estabeleceu o que é e o que não é normal? Mais ainda: o “normal” é algo absoluto ou relativo? Quem se beneficia com a normalidade? E quem são as pessoas que se prejudicam, por serem vistas como “anormais”?

Nossas origens e o Dia da Consciência Negra

sábado, 26 de novembro de 2022


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 26/11/2022)

O mês de novembro é muito importante para a luta pelos direitos humanos de pessoas negras e fiquei pensando no que postar (se ia criar alguma arte ou algo do tipo) e me lembrei que faz algum tempo que venho pensado em postar algo sobre meu teste de ancestralidade e aí, resolvi juntar os temas.

“Mas Dali, tu nem é preta, menina! O que uma coisa tem a ver com a outra?”

Sim. Não sou negra, de fato, mas muito se engana quem acha que o Dia da Consciência Negra é uma luta única e exclusiva deles(as) – o famoso “eles(as) que lutem”. – Não! De forma alguma!

Enquanto pessoas inseridas na sociedade humana, o que acontece nela também tem nossa parcela de responsabilidade, e é aí que pergunto a meus amigos, amigas, colegas e familiares brancos e brancas: o que nós estamos fazendo para contribuir para um mundo mais justo e menos preconceituoso?

Flertes pós-modernos

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Por: Daliana Medeiros Cavalcanti - 03/11/2022


Sinto uma preguiça TREMEEEEENDA de flertar nos dias de hoje!

Que nós vivemos num mundo líquido, isso não é novidade: as relações atuais estão tão fragilizadas que é mais fácil desfazê-las do que construí-las, e isso não é muito diferente nos relacionamentos amorosos - para nos envolvermos com alguém, passamos pela paquera primeiro, afinal de contas, mesmo nos casos em que a gente já tenha uma relação de amizade com alguém, e depois, passamos a nos apaixonar por aquela pessoa, a forma como a vemos muda e aquele olhar de admiração já constitui num flerte, de certa forma.

“Ok, Dali. E por que a preguiça da paquera nos dias de hoje? O que mudou?”

O perdão sob uma visão não religiosa

segunda-feira, 27 de junho de 2022


(Daliana Cavalcanti - 27/06/2022)


É impressionante como o perdão é sempre associado a uma perspectiva religiosa, como se fosse uma virtude exclusiva de quem crê, entretanto, isso não é verdade.

Com certeza, as igrejas falam muito sobre ele, mas eu vejo poucos religiosos realmente seguindo aquilo que dizem acreditar...

Infelizmente, venho observado que muitos e muitas dizem que perdoaram por puro show off (ou, em bom português “pra se amostrar” e dizer “olhem como sou fervoroso(a)”) ou porque agem como bichinhos adestrados: perdoam e fazem o bem porque querem residir no Paraíso, “ao lado de Deus-pai todo-poderoso”, lugar que a maioria delas acha que merece.

Entretanto, como é o perdão para quem não tem uma “moeda de troca”, como o céu, depois que morre e caso você tenha realizado boas ações durante a vida?

A importância de saber quando desistir

sábado, 30 de abril de 2022



(Daliana Cavalcanti – 01/05/2022)


Eu ODEIOOOOOOOO desistir! Odeio, odeio, odeio, odeio e odeio! E caso tiver alguma dúvida sobre como me sinto quando tenho que desistir de algo, eu ODEIOOOOOOOOOOOO!!!

O texto já começa assim porque ainda estou um pouco chateada. Estou aprendendo a acolher mais a minha irritação, frustrações e fracassos, mas fico REVOLTADA comigo mesma quando desisto de algo e, hoje mesmo, era o último dia para se inscrever num concurso de canto e, infelizmente, eu não consegui gravar os vídeos a tempo, mesmo tendo articulado com a pianista para fazer as gravações e com meu cunhado, para me emprestar a câmera (inclusive, muito obrigada aos dois 💖).

Expectativa: eu marco dois ensaios, decoro duas peças novas (duas entre três músicas que tinha que cantar) e, finalmente, faço a gravação com um dia de antecedência para concluir as inscrições, pois assim, podia fazer tudo com uma certa tranquilidade.

Realidade: no dia da gravação, por estar com a musculatura muito fraca, devido ao pouco estudo durante a pandemia, das três músicas que tinha que gravar, só uma ficou boa e as outras me fizeram tossir, de tanto que forcei a voz e se continuasse, poderia ficar rouca ou afônica. Pelo bem da minha saúde vocal, tive que parar e a coisa boa era que havia a possibilidade de eu gravar no dia seguinte, até antes do horário da minha aula.

Bisbilhotar e se meter na vida alheia: as opiniões que ninguém pediu

terça-feira, 19 de abril de 2022


Eu nunca vi um povo pra gostar mais de dar conta da vida alheia do que nosso bom e velho povo brasileiro... Acho que é por isso que o BBB ainda faz sucesso por aqui, enquanto que em outros países, ele acabou faz tempo.

"Dali, pq vc tá dizendo isso agora?"

Ontem, faltou energia e, sem conseguir dormir com o calor TRISTE que estava, fui procurar algo interessante para ver nas redes sociais (algo interessante leia-se: piadas, mensagens ou notícias) e eis que me deparo com uma matéria do AgoraRN falando sobre um trisal.

Como isso ainda é novidade, até entendo os jornais se interessarem em fazer matérias sobre o assunto, mas quando fui olhar os comentários, tinha UM MONTE de gente dizendo "fim dos tempos" e comentando o quanto o cara era sortudo, pq o trisal era um homem e duas mulheres.

Boy... É TANTO close errado que eu fico BESTA! Vamos aos pontos:

Outro Texto sobre a Depressão

domingo, 3 de abril de 2022



- Outro, Dali?
Sim. Outro.
- Mas... Pra quê?
Porque é necessário.

Escrevo outro texto sobre esse tema, mais uma vez, não para trazer visões vitimistas e sim, informação, de acordo com umas coisas que ouvi já há algum tempo e, também, há poucos dias...

Tenho pensado em escrevê-lo já faz uns 3 dias ou 4 dias atrás, mas só estou escrevendo hoje porque é o dia em que consegui escrevê-lo, simplesmente.

Como vocês sabem, desde o final de outubro de 2021, fui diagnosticada com depressão e ansiedade e tenho me cuidado, até então, e tô DOIDA pra ficar boa disso logo!

Mas bom... Vou escrever algumas coisas sobre as frases que ouvi e gente: eu sei que não é por mal, tá? Não estou brigando com ninguém, portanto, não se sintam “culpades”, pois é um assunto pouco conhecido, pouco discutido e há muita desinformação por aí (pessoas que acham que qualquer tristeza é sinônimo de depressão) e como, no momento, estou nesse lugar de fala, acho importante esclarecer umas coisas.

Carta do pai interior

quarta-feira, 30 de março de 2022



Querido(a) filho(a),

Não sou o Darth Vader, mas “eu sou seu pai”.

Não o pai que te colocou no mundo, mas o pai que veio ao mundo no momento em que você nasceu: seu pai interior.

Escrevo esta carta por observar que há muitas pessoas que não tiveram o suporte do pai exterior, estando ele vivo ou morto, e me revolta ver o comportamento desses pais. Eu sei disso porque vejo o que você vê. Escuto o que você escuta. Falo com quem você fala; e ao observar seus/suas amigos(as), percebo que muitos também não têm a sorte de ter um pai presente e/ou um pai que apoia... Muitos sequer têm um pai, afinal de contas, vivemos no Brasil: um país onde milhões de crianças são registradas sem o sobrenome paterno.

A difícil arte de finalizar

sábado, 12 de março de 2022


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 12/03/2022)

É difícil porque dói. Já começo assim.

Num mundo onde o cancelamento é uma cultura que está na moda, ser sensível, amar, ter consideração por alguém ou um grupo de pessoas, sentir que não existe uma reciprocidade e tomar a dura decisão de terminar sua relação, seja ela de que natureza for – amizade, relacionamento ou trabalho –, é algo muito sofrido para ambas as partes.

De um lado, você tem a pessoa que depositou a confiança em você, acreditou no seu potencial, investiu seus bens mais preciosos: o tempo e a energia de vida naquela relação e que não obteve, minimamente, um reconhecimento de tudo o que fez e do outro, uma pessoa que talvez, por estar tão acostumada com aquela que está sempre “sendo boazinha e compreensiva, arregaçando as mangas e fazendo tudo”, não tem a menor noção do porquê esse término aconteceu e sofre para entender.

Relacionamentos amorosos e relações de poder

domingo, 20 de fevereiro de 2022



Gente, hoje, comecei a refletir sobre relacionamentos amorosos e relações de poder. São coisas que, na minha humilde opinião, não deviam estar/caminhar juntas, mas em muitos casos, acontece SIM, infelizmente...

Eu coloquei BEM GRANDE no meu perfil do Facebook "NÃO QUERO NINGUÉM. Quem me add para ficar/namorar está perdendo o seu precioso tempo" e eu não fiz isso de charminho não: eu fiz isso pq eu REALMENTE não estou afim de ficar com ninguém, pura e simplesmente. Não devo explicações a ninguém e se vc está me julgando por causa disso, o problema é somente seu. Esta é a minha vontade, no atual momento, e ela deve ser respeitada. Simples assim.

"Mas o que diabos isso tem a ver com relacionamentos amorosos e relações de poder, Dali?" Bem... Tudo.

Reflexões sobre o protesto da "terceira via"

quarta-feira, 15 de setembro de 2021


Hoje, vai ter "protesto da terceira via" e tá tendo a maior discussão sobre as pessoas da esquerda que vão fazer parte disso e, sinceramente, isso me fez pensar muitas coisas...

Eu não acharia um problema a esquerda e a direita se unirem em prol de um bem comum, que é o impeachment do Bozossauro, se as pessoas da direita abaixassem a bandeira antipetista, pelo menos por enquanto, mas não é isso o que está acontecendo.

A esquerda não se resume ao PT. Isso é fato, mas AINDA é o partido mais forte da esquerda e atacar o elemento mais forte de um lado é enfraquecer TODO o lado, obviamente.

A falta de humildade em tempos narcísicos

sexta-feira, 11 de junho de 2021


Esse texto foi postado no Facebook e tem uma segunda parte.

Colocarei em breve aqui. Espero que gostem! 

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Se liga que lá vem textão! 

Apesar de não me considerar mais uma católica, tem uma virtude que o cristianismo e outras religiões ensinam que é a HUMILDADE.

Infelizmente, num mundo como o de hoje, todo mundo cria seus perfis nas redes (e me incluo nisso, obviamente) e busca validação com curtidas e comentários. É normal em nós, seres humanos, seres sociais.

A diferença é que a internet ampliou numa escala GIGANTESCA essa nossa necessidade de aceitação do outro, e nas eras pré-históricas, a aceitação necessária era apenas o de pessoas da sua tribo, ou seja, um número bem reduzido de indivíduos.