Arranjo de "Peneirei Fubá"

domingo, 8 de abril de 2018


Uma de minhas brincadeiras de fazer arranjo de coro feminino (esse, em especial, está a 3 vozes) de umas musiquinhas, de maneira bem despretensiosa, cantando de qualquer jeito mais uma vez, afinal, tudo isso é uma brincadeira apenas. Uma diversão.

Espero que gostem!

Proesia

sábado, 7 de abril de 2018


A paixão é o combustível da poesia.

Todo poeta que se preze tem que estar apaixonado por alguém ou por alguma coisa, nem que seja pela ideia de morte.

Se não estou apaixonada agora, qual o meu combustível?
O que me alimenta e me faz querer escrever?
Quem ou o que faz meu coração palpitar tanto a ponto de querer registrar, no papel, minhas angústias, desejos, dores, sonhos e suspiros em rimas limitadoras, mas que me libertam o coração?

A vida...? É de comer?

Se de paixões eu vivo
E, no entanto, nada sinto
Meu viver seria extinto
Pelo vazio afetivo?

Seria a vida a paixão
Restrita aos sujeitos
Sós e insatisfeitos
A perder a razão?

E a razão, o que é?
Será o limite do sentimento,
Imposto pelo pensamento
Ou a unidade da fé?

Fé em quê?
Ou em quem?
Tem que ter alguém?
Tem que ter um porquê?

Por que me divido
Se sou inteira?
E se incerteza é costumeira,
Por que duvido?

Vivo a falsa dicotomia
Prosa e poesia
Que se unem e se completam
Que conversam e afetam
A vida da artista
Que na arte da conquista
Falha e está inerte
Mas produz e se diverte
Enquanto seu coração se parte
Em fagulhas de arte

E continua sem resposta...
Talvez, o que ela gosta
Seja apenas questionar
Como viver ou como amar
Sem a existência de um semblante
De uma paixão ou um amante...
Uma razão para suas rimas!
Seus carinhos e suas estimas,
Que se voltam para quem sente
Com o coração e a mente,
A sua arte em texto e voz,
Numa paixão selada por nós...
No momento presente...


(Daliana Medeiros Cavalcanti – 08/04/2018)

Demonstrativo

sábado, 24 de março de 2018


Esse é o lamento
Da poetisa
Que de amores precisa
E não os têm...

Esse é o momento
Da lágrima que nasce
Sem máscara ou disfarse
E que se mantém...

Essa é a dor
Registrada em poesia
Em rimas e caligrafia
Sem figura ou imagem

Essa é a cor
De desbotada matiz
Onde não é possível ser feliz
Dada a presente paisagem...

E é como me sinto:
Solidão e só
Solidão e só...
Sem o vislumbre da sorte...

E é assim que me tinto:
Sofrimento e tristeza
Sem sentido e coesa
Com um leve sabor de morte...

E assim eu vivo...
Existindo na arte
E existindo pela arte
Sem mais razão ou motivo...


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 24/03/2018)