Lógica e caos

sábado, 22 de julho de 2017


Libertem-me, amarras
Da vergonha e da prudência!
Livrem-me das garras
Do humano e da carência!

Tirem de mim a culpa
De ser quem eu sou...
Sentimento que na mente ocupa
E que a razão atiçou...

Correntes da razão
Que aprisionam o instinto,
Reforçam esta prisão
E emudecem o que sinto...

Volúpia e desejo...
E o medo de liberdade...
Leitura e relampejo...
Quem sou eu de verdade?

Descortina-se o senso
E nos desnudamos para o mundo
O que sinto? O que penso?
Qual o teu clamor profundo?

Eu sou toda divisões
E barreiras a transpôr
E mesmo em minhas prisões,
Sou um transbordar de amor.


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 22/07/2017)

Síndrome da cheerleader / Síndrome do fanboy

quinta-feira, 29 de junho de 2017


O Brasil tá sofrendo de algo que vou chamar "síndrome da cheerleader" ou "síndrome do fanboy". Que "djabo" é isso? É quando o povo acha que vai vir um ser titânico, alienígena e incrível... Um super-herói para salvar o Brasil "das forças do mal".



Daí, creem nas coisas mais absurdas: que o que vai salvar o país é a Intervenção Militar (e aí, vc vê notícias como a da Operação Calabar, onde centenas de policiais são presos por escândalos de corrupção e outra, da Revista Exame, em que os assassinatos causados por policiais são maiores que os latrocínios [para quem acha que bandido bom é bandido morto, taí. Um monte morrendo e a bandidagem só aumenta])... Outros acham que é o retorno da Monarquia (como se os monarcas não tivessem feito um crime de corrupção sequer e sabemos que a corrupção existe na Monarquia também)... Outros acham que é se político "x" ou "y" tivesse no poder...



E nesta triste saga da "novela política brasileira", não existe um herói. Os heróis somos nós, quando nos conscientizarmos da importância do voto... Quando pesquisarmos antes de votarmos, para votar em pessoas mais dignas... Quando nós pararmos de anular e justificar o voto e votarmos em alguém, pq o voto branco ou nulo não conta, nem anula eleição. Só serve pra estatística... Quando lutarmos todos juntos por direitos comuns, sem olhar se a pessoa é "coxinha", "mortadela" ou "isentão"... Quando nos darmos conta de que a educação e somente ela é capaz de empoderar as pessoas e edificar uma nação mais honesta e justa... Quando pararmos de trocar nossos votos por favores de políticos... Quando, enfim, tivermos um senso de responsabilidade, ética, coletividade e, acima de tudo, empatia. Não adianta NADA eu me livrar do que me faz mal, jogando em cima das costas dos outros e achar que isso não vai voltar para mim e me afetar, direta ou indiretamente... Quando termos a percepção que há pessoas em situações de extrema pobreza que não têm acesso ao mesmo conhecimento que nós, logo, elas precisam ser esclarecidas sobre tudo isso o que falei, dentro das possibilidades delas, devido às suas más condições de vida... Quando, enfim, aprendermos a ser um povo...



Arranjo da Abertura de Steven Universe - versão curta e em inglês

sábado, 6 de maio de 2017


Eu mesma que fiz, ouvindo a abertura e criando esse pequeno arranjo a 3 vozes. Teve um trechinho que ficou meio uó, mas enfim... Espero que gostem. Hehe!