Evocação

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Arte: Michael e Inessa Garmash

Sob as luzes da noite estrelada
Os teus lábios, beijei com fervor
E a embriaguez de tua pele perfurmada
Despertou-me delírio e calor
E sonho contigo, oh, amada
E vivo, tão somente, pelo teu amor

Nos seus belos cabelos dourados
Que reluzem como os raios solares
Me roubam os tempos passados
E trazem os tristes despertares
E agora, só choro acordado
A lembrança do carinho que te dares

No horizonte azul deste céu
Em teus feitiços caio
Descortina-se a verdade em véu
Nas noites tão tristes de Maio.
Recordo o meu amor ao léu
E da realidade saio
Vivendo da recordação,
Em meio a real dor,
De um romance de ilusão...
Um lindo sonho de amor...


(Poesia original: Sylvio Salema
Reescrita por: Daliana Medeiros Cavalcanti em 11/03/2013)

Desolação

Arte: Take-Bamboo (DeviantArt)

Espesso manto da dor
Que me abraça e me envolve...
Afasta de mim e devolve
O doce sorriso de amor...

Nuvens negras e carregadas
Pairam sobre meu pensar
E me trazem lágrimas caladas...
Chovem e trovejam sem estiar...

E meus fantasmas retornam...
Me tormentam...
Me apavoram...
Meus olhos transbordam...
E recordam...

A alegria sussurra
E a tristeza grita!
O coração empurra...
A melancolia fita...

Os caminhos convergem
Numa triste direção...
E as memórias regem
Os lamentos do coração...

E nos pensamentos permaneço...
Sem ajuda... Nem socorro...
Externamente, esmoreço...
E internamente, eu morro...


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 17/02/2014)

Tempestade Serena


No azul de teus olhos, mergulhei...
No mar de mistérios ondulantes
Dos lindos sonhos que sonhei
Perpétuos na maré de instantes...

Em tua pele quente, me envolvi
E aspirei o teu doce aroma
E me entreguei aos beijos que devolvi
Saciando o desejo que me toma

Os teus doces lábios, eu provei...
E acariciei os teus cabelos espumantes...
O sal... O teu sabor, eu amei...
Meus pensamentos, em ti, tão errantes...

E em tuas profundezas, eu mergulho...
E em teu infinito, permaneço...
Embalada ao som de teu marulho...
Eu não esqueço, amor... Não esqueço...

E vou te amando em ondas constantes...
Entoando, em meu corpo, um triste cantar...
Nos imaginando sempre como amantes...
Fluidos e intensos como as águas do mar...


(Daliana Medeiros Cavalcanti - 31/12/2014)