Preconceito TRANSlúcido

segunda-feira, 3 de outubro de 2022



(Daliana Cavalcanti - 21/09/2022)


Infelizmente, a ignorância humana nunca deixa de me surpreender... 

Hoje (dia 21 de setembro), eu acabei de ver um vídeo da candidata a Deputada Federal, Thabatta Pimenta, mulher trans, que ia utilizar o banheiro do Via Direta e acabou sendo barrada pelos seguranças.

Como se isso já não fosse ruim o suficiente, vi que o Novo Notícias não divulgou o nome do estabelecimento onde ocorreu o crime de transfobia e, para completar, foram inúmeros os comentários de pessoas parabenizando os seguranças por causa disso.

Mais uma vez, me deparo com tanta coisa errada que é difícil saber por onde começo, mas vamos lá...

É surpreendente o quanto o corpo e a vida do outro incomodam as pessoas: toda e qualquer pessoa que foge ao “senso comum”, acorda o velho espírito do “queimem a bruxa”, que vem desde a Inquisição e eis que faço a provocação: por que uma pessoa, que eu nem sequer conheço, me incomoda tanto?

O perdão sob uma visão não religiosa

segunda-feira, 27 de junho de 2022


(Daliana Cavalcanti - 27/06/2022)


É impressionante como o perdão é sempre associado a uma perspectiva religiosa, como se fosse uma virtude exclusiva de quem crê, entretanto, isso não é verdade.

Com certeza, as igrejas falam muito sobre ele, mas eu vejo poucos religiosos realmente seguindo aquilo que dizem acreditar...

Infelizmente, venho observado que muitos e muitas dizem que perdoaram por puro show off (ou, em bom português “pra se amostrar” e dizer “olhem como sou fervoroso(a)”) ou porque agem como bichinhos adestrados: perdoam e fazem o bem porque querem residir no Paraíso, “ao lado de Deus-pai todo-poderoso”, lugar que a maioria delas acha que merece.

Entretanto, como é o perdão para quem não tem uma “moeda de troca”, como o céu, depois que morre e caso você tenha realizado boas ações durante a vida?

A importância de saber quando desistir

sábado, 30 de abril de 2022



(Daliana Cavalcanti – 01/05/2022)


Eu ODEIOOOOOOOO desistir! Odeio, odeio, odeio, odeio e odeio! E caso tiver alguma dúvida sobre como me sinto quando tenho que desistir de algo, eu ODEIOOOOOOOOOOOO!!!

O texto já começa assim porque ainda estou um pouco chateada. Estou aprendendo a acolher mais a minha irritação, frustrações e fracassos, mas fico REVOLTADA comigo mesma quando desisto de algo e, hoje mesmo, era o último dia para se inscrever num concurso de canto e, infelizmente, eu não consegui gravar os vídeos a tempo, mesmo tendo articulado com a pianista para fazer as gravações e com meu cunhado, para me emprestar a câmera (inclusive, muito obrigada aos dois 💖).

Expectativa: eu marco dois ensaios, decoro duas peças novas (duas entre três músicas que tinha que cantar) e, finalmente, faço a gravação com um dia de antecedência para concluir as inscrições, pois assim, podia fazer tudo com uma certa tranquilidade.

Realidade: no dia da gravação, por estar com a musculatura muito fraca, devido ao pouco estudo durante a pandemia, das três músicas que tinha que gravar, só uma ficou boa e as outras me fizeram tossir, de tanto que forcei a voz e se continuasse, poderia ficar rouca ou afônica. Pelo bem da minha saúde vocal, tive que parar e a coisa boa era que havia a possibilidade de eu gravar no dia seguinte, até antes do horário da minha aula.